Fim do Paganismo

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O Edito de Milão

Enquanto Diocleciano, dementado, era obrigado a abdicar (305) , Maximino e
Galério, seus comparsas, se extinguiam, aquele estrangulado no cárcere, este devorado de vermes. Proclamado imperador, Constantino marcha da Gália para Roma, a combater Maxêncio que pretendia o trono. Vira no céu uma cruz luminosa, com as palavras: In hoc signo vinces. Pô-las em seu estandarte, e com o
Lábarum erguido, vai de vitória em vitória. As margens do Tibre trava o combate decisivo. Quando na fuga o exército inimigo atravessava a ponte Mílvio, esta se parte e Maxêncio morre afogado.

Entrando vencedor em Roma (312), Constantino suspende imediatamente as perseguições, e pelo Edito de Milão (313) concede a todos liberdade de consciência, reconhecendo à Igreja o direito de existir.

Situação da Igreja

Decidido a implantar o Evangelho no Império, toma a Igreja sob sua proteção. Impõe a guarda do domingo, isenta o clero de encargos civis e militares (para que se entregue melhor ao ministério) , extingue a crucificação (em honra da cruz de Cristo) , faz grandes doações à Igreja, promove e ajuda a construção das grandes basílicas constantinianas (São Pedro, São Paulo, São João, Santa Cruz, São Lourenço, etc ), combate as heresias, faz convocar o Concílio de Nicéia contra o arianismo.

Impregna a legislação de espírito cristão. Leis novas protegem a infância (socorrendo os menores desvalidos e equiparando a morte dos filhos ao parricídio), a família (equipara a esposa ao marido, restaura a indissolubilidade), os pobres (diminuindo-lhes os impostos, amparando as viúvas, alimentando os indigentes e criando hospitais e asilos) e os escravos (proibindo o direito de morte dos senhores e a tortura).

Declina o paganismo

Os templos pagãos ou vão se esvaziando ou são mesmo destruídos. Chega-se a proibir aos funcionários imperiais participar dos sacrifícios públicos.

Os filhos de Constantino continuaram a luta contra o paganismo, embora cedendo às vezes a sua influência, ou prejudicando a Igreja pela proteção dispensada à heresia ariana.

Renunciando ao Cristianismo, Juliano, o Apóstata, procurou restaurar o paganismo. Favoreceu as heresias, perseguiu os Bispos católicos, cancelou todos os privilégios dos cristãos, negou-lhes o direito de ensinar, de exercer funções públicas e de defender-se em juízo. Mandou reconstruir o templo de Jerusalém, para desmentir o Evangelho, mas da terra saíam chamas que devoravam os operários. Morreu num combate contra os persas, diz uma tradição que atirando sangue contra o céu e exclamando: “Venceste, Galileu!” que assim, por desprezo, chamava a Cristo.

O Cristianismo, religião do Estado

Os imperadores seguintes procederam com mais moderação. Foi Graciano (375-383) que, sob a influência de Santo Ambrósio, retomou a ofensiva contra o culto pagão, dando primazia ao Cristianismo, que Teodósio, o Grande, morto em 395, havia de tornar oficialmente religião do Estado, completando a obra iniciada por Constantino.

Teodósio fazia as leis contra o paganismo, mas respeitava a consciência dos pagãos, cuja conversão deixava ao zelo dos pregadores ao Evangelho, a quem ele
favorecia com todos os meios.

Vitória

Como triunfara dos judeus, o Cristianismo vencera também a força.

Por dois séculos e meio sofreu o cárcere, o exílio, a espada, o fogo, o cavalete, as feras. E como tinha atingido todas as classes, os seus perseguidores não poupavam ninguém, patrícios e plebeus, filósofos e ignorantes, matronas e crianças, homens válidos e anciãos.

Talvez não exagerem os que avaliam em doze milhões o número dos mártires. Famílias inteiras, legiões (como a Legião Tebana, com seis mil soldados), povoações dizimadas, afogamentos coletivos, etc., dão-nos uma ideia da fúria dos martírios.

Outros combates travará a Igreja, mas da força estava vencedora, superando as possibilidades humanas e evidenciando sua origem divina. Mas os cristãos não fraquejavam. Discípulos de um Mestre Crucificado, lembravam-se da palavra divina: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma” e esperavam a promessa: “Aquele que me confessar diante dos homens eu o confessarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt. 10, 28.32).

Portavam-se em face dos mais terríveis suplícios como heróis, arrebatando os próprios algozes para a fé de Cristo.

Por isso disse Tertuliano que “o sangue dos mártires é semente de cristãos”.

O culto dos mártires, sobre cujos túmulos se celebrava a Missa, estimulava os fiéis a dar o testemunho (mártir em grego quer dizer testemunha) de sua vida por Cristo.

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