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Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria”

Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria”

Acaba de ser divulgado para todos os bispos do Brasil a versão oficial em língua portuguesa do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” que será realizado pelo Papa Francisco, em união com Bento XVI e os bispos do mundo inteiro, durante a Celebração Penitencial que ocorrerá no próximo dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, às 17h (horário do Vaticano). Todos, bispos e padres, são conclamados a unirem-se ao Papa neste ato solene.

ATO DE CONSAGRAÇÃO

AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

na Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022)


Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz.

Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor!

Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história.

Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio.

Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna.

Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica:

Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra;

Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação;

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus;

Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão;

Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear;

Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar;

Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade;

Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo.

O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

 Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria.

Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo.

Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém.

Fonte: Frates in Unum

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O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia
ao Imaculado Coração de Maria

O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria

O Papa vai consagrar a Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, em ligação a Fátima, no dia 25 de março, anunciou hoje o Vaticano.

Papa Francisco reza na capela das aparições em Fátima, Portugal, em 13 de maio de 2017, no centenário da primeira aparição da Vir g em Maria aos três pastores

“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência, a que presidirá às 17h00 [menos uma em Lisboa] na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria”, informa o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

A nota, enviada à Agência ECCLESIA e divulgada online, adianta que “o mesmo ato, no mesmo dia, será realizado em Fátima por sua eminência o cardeal Krajewski, esmoler de Sua Santidade, como enviado do Santo Padre”.

A celebração, na Cova da Iria, vai decorrer na Capelinha das Aparições.

O cardeal Konrad Krajewski, de nacionalidade polaca, esteve na última semana junto da população ucraniana, vítima da guerra, como enviado especial do Papa.

A 25 de março de 1984, o Papa São João Paulo II presidiu à consagração do mundo ao coração de Maria, no Vaticano, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições, a mesma que, em 2000, colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio.

O testemunho dos videntes de Fátima regista que, na aparição de 13 de julho de 1917, Nossa Senhora lhes disse: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados”.

“Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, registava Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’.

Ainda nesta aparição teve lugar a visão do inferno e a revelação do sofrimento da Igreja e de um bispo vestido de branco, a trilogia que constitui o chamado Segredo de Fátima.

Em carta dirigida a Pio XII, a 2 de dezembro de 1940, a irmã Lúcia, a mais velha das videntes de Fátima, pedia que fosse atendido o pedido de Nossa Senhora, reafirmado em aparições posteriores na Galiza, para que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia.

Em resposta aos pedidos, este Papa consagrou o mundo e a Igreja ao Imaculado Coração de Maria, a 31 de outubro de 1942, e renovou a consagração da Rússia, a 7 de julho de 1952.

A 21 de novembro de 1964, São Paulo VI renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração, na presença dos participantes no Concílio Vaticano II.

A 13 de outubro de 2013, o atual Papa consagrou o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima, no Vaticano, diante da imagem da Capelinha das Aparições, transportada excecionalmente para a Praça de São Pedro.

Francisco visitou Fátima a 12 e 13 de maio de 2017, no centenário das Aparições, tendo canonizado os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.


FONTE: Agência Ecclesia

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Oração da Noite

Oração da Noite

Em nome do Padre e do Filho, etc.

Ponhamo-nos na presença de Deus e o adoremos

        Eu vos adoro, Deus meu, com a submissão, que me inspira a presença da vossa suprema grandeza. Creio em Vós, porque sois a própria verdade. Espero em Vós, porque sois infinitamente bom; amo-vos de todo o coração, porque sois amabilíssimo, e amo o próximo como a mim mesmo por amor de vós.

Agradeçamos a Deus as graças que nos tem feito

        Que ações de graças vos darei, Deus meu, por todos os benefícios de vós recebidos? De toda a eternidade pensastes em mim; tiraste-me do nada, destes a vida para me resgatar e todos os dias me encheis de mercês. Ah, Senhor! Que posso fazer para retribuir tanta bondade? Uni-vos a mim, Espíritos bem-aventurados para louvar a Deus das misericórdias, que não cessa de fazer bem á mais indigna e ingrata de suas criaturas.

Peçamos a Deus a graça de conhecer nossas culpas

        Eterna fonte de luz, Espírito Santo, desvanecei as trevas que me ocultam a fealdade e malícia do pecado. Incuti-me tão grande horror dele, Deus meu, de forma que o aborreça, se for possível, tanto quanto odiais, e nada tema como cometê-lo dora em diante.

Exame de Consciência

(para o fim do dia)

        Deveres para com Deus: Lembrei-me de Deus durante o dia oferecendo-Lhe o meu trabalho, dando-Lhe graças, recorrendo a Ele com confiança de filho? Deixei-me vencer pelos respeitos humanos em algum momento? Fiz as minhas orações pausadamente com atenção e devoção?

        Deveres para com o próximo: Tratei com dureza ou desprezo os demais? Tive a preocupação de ajudar os que me rodeiam, fazendo-lhes, além disso, a vida mais agradável? Preocupa-me também a sua vida religiosa? Fiz algum apostolado? Caí na murmuração? Sei perdoar? Rezei pelas pessoas que de algum modo me preocupam?

        Deveres para comigo mesmo: Lutei pela minha própria santificação? Deixei-me levar por sentimentos de orgulho, vaidade, sensualidade? Esforcei-me por arrancar o meu defeito dominante? Recorri a Deus para que aumente em mim todas as virtudes e, especialmente, a fé, a esperança e a caridade?

Ato de Contrição

        Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Façamos firme propósito de não pecar mais

        Quanto desejara, Deus meu, nunca vos ter ofendido, mas visto que tive a desgraça de vos desagradar, vou mostrar-vos a dor que sinto por um procedimento oposto ao que tive até agora. Desde já renuncio ao pecado e ás ocasiões deste, especialmente aquele em que tenho a fraqueza de recair tantas vezes. Se vos dignais conceder-me vossa graça, como imploro e espero, buscarei cumprir fielmente meus deveres, e nada me poderá deter quando houver ensejo de vos servir. Amém.

Pater Noster

Pater Noster, qui es in caelis Sanctificétur nomen tuum, Advéniat regnum tuum, Fiat voluntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie, et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris. Et ne nos indúcas in tentatiónem. Sed líbera nos a malo. Amen

Pai Nosso

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém.

Ave Maria

Ave María, grátia plena, Dóminus tecum, benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

Ave Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Credo

        Credo in unum Deum, Patrem omnipoténtem, Factórem caeli et terrae, Visibílium ómnium et invisibílium. Et in unum Dóminum Iesum Christum, Fílium Dei Unigénitum, Et ex Patre natum ante ómnia saecula. Deum de Deo, lumen de lúmine, Deum verum de Deo vero, Génitum, non factum, consubstantiálem Patri: Per quem ómnia facta sunt. Qui propter nos hómines et propter nostram salútem Descéndit de caelis. Et incarnátus est de Spíritu Sancto Ex María Vírgine, et homo factus est. Crucifíxus étiam pro nobis sub Póntio Piláto; Passus, et sepúltus est, Et resurréxit tértia die, secúndum Scriptúras, Et ascéndit in caelum, sedet ad déxteram Patris. Et íterum ventúrus est cum glória, Iudicáre vivos et mórtuos, Cuius regni non erit finis. Et in Spíritum Sanctum, Dóminum et vivificántem: Qui ex Patre Filióque procédit. Qui cum Patre et Fílio simul adorátur et conglorificátur: Qui locútus est per prophétas. Et unam, sanctam, cathólicam et apostólicam Ecclésiam. Confíteor unum baptísma in remissiónem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum, Et vitam ventúri saeculi. Amen

Credo

        Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: (aqui todos se faz uma inclinação) e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. (aqui se retorna à posição anterior) Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

Confiteor

Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: (bate-se três vezes no peito)mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te Pater, orare pro me ad Dominum Deum Nostrum.

Confesso

Eu pecador me confesso a Deus onipotente, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Pai, que pequei muito, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se três vezes no peito)por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Rogo, pois, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Pai, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

Recorramos a Deus, a Santíssima Virgem Maria e aos Santos

        Meu Deus, abençoai o descanso que vou tomar para recuperar as forças, e melhor vos servir. Virgem Santa, Mãe de Deus, e depois dele minha única esperança; meu bom Anjo da Guarda, Santo do meu nome, intercedei por mim; protegei-me esta noite, toda a minha vida e na hora da morte Assim seja.

Oremos pelos vivos e pelos fiéis defuntos

        Derramai, Senhor, vossas bençãos sobre meus parentes, benfeitores, amigos e inimigos. Protegei os Superiores que me designastes, espirituais e temporais, socorrei os pobres, presos, aflitos, os viajantes, os doentes e moribundos. Convertei os hereges, esclarecei os infiéis.

        Deus de bondade e misericórdia, tende também piedade das almas do Purgatório. Ponde um fim às suas penas, e dai àquelas por quem sou obrigado a pedir, a luz e o repouso eternos. Amém

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Oração da Manhã

Oração da Manhã

Em nome do Padre e do Filho, etc.

Ao despertar

        Divino Coração de Jesus, eu vos ofereço pelo Imaculado Coração de Maria, todas as orações, obras e sofrimentos deste dia, em união com as que ofereceis incessantemente no Santíssimo Sacramento do Altar e desejo lucrar as indulgências que possa hoje ganhar.

Ponhamo-nos na presença de Deus e adoremos seu santo nome.

        Santíssima e augustíssima Trindade, um só Deus em três Pessoas, creio que estais aqui presente. Adoro-vos com os sentimentos da mais profunda humildade, e tributo-vos do íntimo da alma as homenagens devidas a vossa Suprema Majestade.

Ato de Fé

        Meu Deus, firmemente creio em tudo o que me ensina e manda crer, a Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana porque sois Vós, Verdade infalível, que lho revelastes.

Ato de Esperança

        Meu Deus, com firme confiança espero que me dareis, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, vossa graça neste mundo, e se eu obedecer aos vossos mandamentos, vossa glória no outro, porque m’o haveis prometido e sois todo-poderoso, bom e fiel as vossas promessas.

Ato de Caridade

        Meu Deus, amo-Vos de todo o meu coração, de toda a minh’alma, com todas as minhas forças, e mais que todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e amo ao próximo como a mim mesmo por amor de Vós.

Agradeçamos a Deus a graça que nos fez, e oferecemos a Ele

        Meu Deus, humildemente vos agradeço todas as graças que até hoje me tendes concedido, e ainda por bondade vossa, que chego ao princípio deste dia, quero dedicá-lo unicamente em servir-vos. Consagro-vos os meus pensamentos, palavras, obras e tribulações, abençoai-as, Senhor, para que nenhuma deixe de ser animada pelo vosso amor, e de encaminhar-se a vossa maior glória.

Formemos a resolução de evitar o pecado e praticar a virtude.

        Adorável Jesus, divino modelo da perfeição a que devemos aspirar, quanto me for possível, vou esforçar-me por ser semelhante a vós: casto, zeloso, paciente, caritativo como vós; principalmente farei todas as diligências para não reincidir hoje nas faltas que tantas vezes cometo, e das quais sinceramente desejo emendar-me.

Peçamos a Deus as graças de que necessitamos

        Meu Deus, conheceis minha fraqueza; nada posso sem o socorro da vossa graça; não me acuseis, Senhor, proporcionai-a as minhas necessidades; dai-me bastante fortaleza para evitar todo o mal que proibis, e praticar a virtude que esperais de mim, e sofrer pacientemente todas as tribulações que vos aprouver enviar-me.

Pater Noster

Pater Noster, qui es in caelis Sanctificétur nomen tuum, Advéniat regnum tuum, Fiat voluntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie, et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris. Et ne nos indúcas in tentatiónem. Sed líbera nos a malo. Amen

Pai Nosso

Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém.

Ave Maria

Ave María, grátia plena, Dóminus tecum, benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

Ave Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Credo

        Credo in unum Deum, Patrem omnipoténtem, Factórem caeli et terrae, Visibílium ómnium et invisibílium. Et in unum Dóminum Iesum Christum, Fílium Dei Unigénitum, Et ex Patre natum ante ómnia saecula. Deum de Deo, lumen de lúmine, Deum verum de Deo vero, Génitum, non factum, consubstantiálem Patri: Per quem ómnia facta sunt. Qui propter nos hómines et propter nostram salútem Descéndit de caelis. Et incarnátus est de Spíritu Sancto Ex María Vírgine, et homo factus est. Crucifíxus étiam pro nobis sub Póntio Piláto; Passus, et sepúltus est, Et resurréxit tértia die, secúndum Scriptúras, Et ascéndit in caelum, sedet ad déxteram Patris. Et íterum ventúrus est cum glória, Iudicáre vivos et mórtuos, Cuius regni non erit finis. Et in Spíritum Sanctum, Dóminum et vivificántem: Qui ex Patre Filióque procédit. Qui cum Patre et Fílio simul adorátur et conglorificátur: Qui locútus est per prophétas. Et unam, sanctam, cathólicam et apostólicam Ecclésiam. Confíteor unum baptísma in remissiónem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum, Et vitam ventúri saeculi. Amen

Credo

        Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: (aqui todos se faz uma inclinação) e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. (aqui se retorna à posição anterior) Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

Confiteor

Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: (bate-se três vezes no peito)mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te Pater, orare pro me ad Dominum Deum Nostrum.

Confesso

Eu pecador me confesso a Deus onipotente, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Pai, que pequei muito, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se três vezes no peito)por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Rogo, pois, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Pai, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

Invoquemos a Santíssima Virgem, o Anjo da Guarda e o Santo nosso Padroeiro.

        Virgem Santa, Mãe de Deus, minha mãe e Protetora; recorro ao vosso amparo, cheio de confiança, lanço-me no seio da vossa misericórdia. Sede, ó Mãe de bondade, meu refúgio nas necessidades, consolação nas mágoas, e minha advogada junto ao vosso adorável Filho, hoje e todos os dias da minha vida, especialmente na hora da minha morte.

        Anjo do Céu, meu fiel e caridoso guia, alcançai-me a graça de ser mui dócil a vossas inspirações e regular meus passos de modo a nunca me afastar da vereda dos mandamentos de Deus.

        Grande Santo, cujo nome tenho a honra de possuir, protegei-me, orai por mim, para que eu possa servir a Deus, como na terra o servistes, e um dia glorificá-lo convosco eternamente no céu. Amém.

Angelus Domini

Ángelus Dómini nuntiávit Maríae.
R: Et concépit de Spíritu Sancto.

Ave, María, grátia plena, Dóminus tecum, benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen

Ecce ancílla dómini.
R: Fiat mihi secúndum verbum tuum.
Ave María…

Et Verbum caro factum est.
R: Et habitávit in nobis.
…Ave María…

Ora pro nobis, sancta Dei Génetrix.
R: Ut digni efficiámur prommissiónibus Christi.

Orémus: Grátiam tuam, quaésumus, Dómine, méntibus nostri infúnde; ut qui, ángelo nuntiánte, Christi Fílii tui encarnatiónem cognóvimus, per passiónem eius et crucem, ad resurrectiónis glóriam perducámur. Per eúmdem Christum dóminum nostrum. Amen

O Anjo do Senhor

V: O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R: e ela concebeu do Espírito Santo.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

V: Eis aqui a serva do Senhor.
R: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria…

V: e o Verbo se fez carne.
R: E habitou entre nós.
Ave Maria…

V: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do Anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Regina Caeli

Regina Caeli, laetáre. Allelúia.
Quia quem meruísti portáre. Allelúia.

Ressurréxit, sicut dixit. Allelúia.
Ora pro nobis Deum. Allelúia.

Gaude et laetáre, Virgo María. Allelúia.
Quia surréxit Dóminus vere. Allelúia

Oremus: Deus qui per resurrectiónem Fílii tui Dómini nostri Iesu Christi mundum laetificáre dignátus es: praesta, quaésumus; ut, per ejus Genitrícem Vírginem Maríam, perpétuae capiámus gáudia vitae. Per eúmdem Christum, Dóminum nostrum. Amen!

Rainha do Céu

Rainha do Céu, rejubilai, aleluia.
Porque aquele que mereceste trazer no seio. Aleluia.

Ressurgiu como dissera. Aleluia.
Rogai a Deus por nós. Aleluia.

Exultai e rejubilai, ó Virgem Maria. Aleluia.
Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.

Oremos: Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo pela ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, fazei, por intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe Santíssima, que sejamos admitidos às alegrias da vida eterna. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém!

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Eu sou a Imaculada Conceição

Nossa Senhora de Lourdes - Imaculada Conceição

[…] No sopé dos Pireneus, a vilazinha de Lourdes vivia num lugarejo belo, mas severo, a vida monótona de tantas vilas do mundo, quando, em fevereiro de 1858, começou a espalhar-se uma estranha notícia. Na quinta-feira, as irmãs Toinette e Bernadette Soubirous, acompanhadas pela sua inseparável amiga Jeannette, tinham saído para apanhar lenha.

Dirigiram-se para os rochedos de Massabielle, para lá do Gave, e viam a água do rio correr, ruidosa, por cima das pedras. No momento em que atravessavam um pequeno canal que as separava da floresta, as meninas pararam e, enquanto Bernadette esperava, sozinha, hesitando em molhar os pés, subitamente o mundo se lhe tornou insólito. Estaria a envolvê-la alguma tempestade? A verdade é que a água do canal nem sequer estava enrugada e os ramos das árvores não buliam. Mas, à sua frente, numa escavação do rochedo, viu um vulto feminino, uma “senhorita”, muito nova, toda vestida de branco, que lhe sorria. Esse episódio, que fez rir as suas companheiras e que os pais da pequena não gostaram de ouvir contar, ia ser o ponto de partida de uma série de outros, cada vez mais incompreensíveis e prodigiosos.

Era uma criança sossegada e profundamente piedosa essa Bernadette; aos catorze anos, era já uma alma religiosa. Nada de comum com Mélanie e Maximin, os pequenos de La Salette. Que fosse uma simuladora, foi o que ninguém pensou. Mas não estaria a ser vítima de uma ilusão, de um sonho, de uma perturbação patológica desconhecida? E a história das revelações de Lourdes veio a ser a luta, por longos meses, entre essa menina investida de uma missão sobrenatural e todas as autoridades, familiares, locais, eclesiásticas, judiciais e municipais, todas elas empenhadas em não reconhecer essa missão. E no entanto, semana após semana, as aparições repetiam-se, e tudo se foi tornando, para a jovem vidente, mais preciso, mais explícito. À sua volta, começou a haver dez, passou a haver vinte, depois cem, depois várias centenas de testemunhas, juntamente com policiais e funcionários públicos. E o êxtase reproduzia-se, sempre igual: a menina caía numa espécie de estado semiconsciente, semelhante ao desmaio. Enquanto rezava o terço, com excepcional fervor, o rosto iluminava-se-lhe, como se refletisse a violenta claridade de uma presença que só ela via.

Sim: a presença voltou; voltou muitas vezes, dezoito vezes! Vinha falar com a sua pequena confidente. Multiplicavam-se os prodígios. Um dia, por ordem da Visitante, Bernadette ajoelhou-se como que para beber de uma fonte inexistente, e, mal arranhou o chão, começou a brotar água, logo poderosa, inestancável. . . De outras vezes, declarou que, no lugar que indicou, dentro em pouco se ergueria uma igreja. Era já uma multidão que acorria à gruta de Massabielle, a fim de ver a jovem mística nos seus êxtases. Começaram a ocorrer milagres: um cego recuperou a vista, uma Irmã da Caridade e uma criança paralítica ficaram curadas. Inquieto, o pároco da terra atirou-lhe: “Pergunta lá o nome à tua senhorita!” Quando a criança o fez, a Visitante disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”, coisa que, para uma pequena ignorante de toda a teologia e que nunca ouvira falar da proclamação do dogma, era rigorosamente incompreensível. O clero e a Hierarquia iam ter de aceitar; as próprias autoridades imperiais iam reconhecer: em Lourdes, nesse ano de 1858, produzira-se uma das mais extraordinárias manifestações do sobrenatural de todos os tempos. E por toda a terra correu o apelo à penitência e à oração, mas também à confiança e à esperança, que Santa Bernadette Soubirous recebeu em depósito.

[…]Quanto à gruta de Lourdes e à sua fonte milagrosa, para as quais correra o fervor religioso mesmo antes de as autoridades da Igreja terem dado a sua aprovação, a partir de 1 862 (data do reconhecimento oficial pelo bispo de Tarbes), foi uma corrente contínua. O livro de Henri Lasserre, Notre-Dame de Lourdes (1869), contribuiu para levar a notícia à cristandade inteira. Os assuncionistas, fundados pouco antes, constituíram-se em servos dessa nova Nossa Senhora e dos seus fiéis. As estradas de ferro montaram vias para serviço dos peregrinos, que já em 1872 eram 119.000 e, no ano seguinte, 140.000. Em dez anos, foram rezar à Gruta quase 300 bispos de muitos países. E foi um grande dia aquele em que, em nome de Pio IX, que proclamara a “luminosa evidência” do fato de Lourdes, o núncio apostólico procedeu solenemente à coroação da imagem da Imaculada. Foi a 3 de julho de 1876, sob as aclamações de 36 bispos, 3.000 padres e 100.000 peregrinos.


Henri Daniel-Rops. A Igreja das revoluções I: Este mundo que Cristo torna visível