A Igreja nascente e o mundo judaico

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Primeiras perseguições

Sacerdotes e autori­dades, indignados com Pedro e João que pregavam no Templo, lançaram-nos em prisão; no dia seguinte os soltaram, proibindo-lhes anunciarem o nome de Jesus.

“Não podemos deixar de falar”, responderam eles. (E este Non póssumus ficou na História da Igre­ja como a barreira intransponível que Papas e Bispos opõem à prepotência dos perseguidores).

Continuam os Apóstolos a pregar destemidamente, “com muitos milagres e prodígios”, aumentando cada dia o número dos crentes. Até de cidades vizinhas afluía gente, e as ruas se enchiam de enfermos, que Pe­dro curava. Por inveja, os sacerdotes lançam aos Após­tolos na cadeia, mandam açoitá-los, e só não lhes acon­teceu pior pelo voto de Gamaliel, no Conselho: “Dei­xai-os: se este empreendimento vem dos homens, se des­truirá; mas se vem de Deus, não podereis destruí-lo” (At 5, 38-39).

Os fiéis

Era linda a vida dos discípulos ele Je­sus. Na oração, na doutrina, no culto eucarístico (“fra­ção do pão”), entregando todos os bens aos Apóstolos para que os distribuíssem conforme as necessidades de cada um, tinham todos “um só coração e uma só alma” (At 4, 32).

O castigo de Ananias e Safira, subitamente mortos por terem mentido a Pedro, a fim de parecerem des­prendidos e beneméritos (At 5, 1-11), aumentou o temor de Deus por tôda a Igreja.

Cresciam os trabalhos, e os Apóstolos instituíram os Diáconos para os cuidados temporais (que hoje cha­maríamos de assistência social), e se entregaram exclu­sivamente ao ministério sagrado.

Dispersão dos fiéis

Estêvão, um dos sete diáonos, que se distinguia pelo ardor apostólico, foi o pro­tomártir do Evangelho: enfurecidos com seus milagres e sua eloquência, os judeus o apedrejaram.

Tornando-se assim violenta a perseguição, disper­saram-se os fiéis, ficando em Jerusalém os Apóstolos. Deus se servia dos próprios erros dos homens para mais rapidamente difundir o Evangelho.

Conversão de Paulo

Fariseu rigoroso, instruí­do, tinha Saulo cerca de 30 anos (Holzner) quando aju­dou na lapidação de Estêvão. Invadia as casas em Jeru­salém e arrastava para as prisões a homens e mulheres. Partiu para Damasco para perseguir ali os que criam no Senhor.

Às portas da cidade, em pleno meio-dia, envolve-o um deslumbrante clarão e o atira por terra. E do cla­rão saiu uma voz:

— Saulo, Saulo, por que me persegues?

— Quem és tu, Senhor?

— Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

— Senhor, que queres que eu faça?

Imensas transformações produziu este curto diálo­go. O antigo perseguidor apresenta-se às sinagogas de Damasco, mas para anunciar o nome de Jesus. De­pois de três anos num deserto, volta a pregar em Damasco, vai a Jerusalém apresentar-se a Pedro, indo de­pois para Tarso, sua cidade natal.

Conversão dos gentios

Também os gentios queriam tornar-se discípulos de Jesus. Repugnava, porém, à mentalidade dos judeus trazê-los diretamente ao Batismo, sem fazê-los passarem pela sinagoga. Pretendiam conservar as práticas judaicas, impondo-as aos próprios gentios que se convertessem.

Hoje a questão nos parece tola. Então, era decisiva. Seria a Igreja mera seita do judaísmo, dependente dele, ou realidade autônoma, suprema e universal? A ordem do Senhor era clara : “Pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Restava o modo de executá-la.

O próprio Deus resolve mostrar a Pedro, numa visão, que os pagãos devem ser diretamente batizados. E ele batiza o centurião Cornélio e toda a sua família, sem qualquer exigência judaica. O fato causou estranheza entre os judeus convertidos, que se apaziguaram ao saber que o Chefe agira por ordem divina.

Alarmaram-se, porém, ao ouvir que se procedia igualmente em Antioquia, e que os discípulos estavam ali tão independentes do judaísmo que até já se designavam pelo neologismo de cristãos.

Mandado a verificar os acontecimentos, Barnabé, iluminado pelo Espírito Santo, aprovou-os e, se fez ajudar de Paulo, a quem buscou em Tarso. Opuseram-se energicamente aos que pretendiam que ninguém se pode salvar sem as práticas judaicas, e levaram a questão aos Apóstolos. O Concílio de Jerusalém, no ano 60, presidido por Pedro, decidiu em seu favor, mas ficou uma triste opiniosidade que deu à Igreja o primeiro cisma.

Prisão de Pedro

Em 42, Herodes mandou matar a Tiago, e, vendo que agradava aos judeus, prendeu a Pedro, com intenção de entregá-lo à fúria do povo, depois da Páscoa.

Mas a Igreja rezava incessantemente pelo seu Chefe, e Deus o libertou por um anjo.

Mons. Álvaro Negromonte, Origens da Igreja, LivroHistória da Igreja

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